sexta-feira, 21 de maio de 2010

A nossa apresentação final!

Depois da nossa entrada, o Pedro apresentou aos ouvintes o nosso tema!
Abertura dos temas, tanto as deficiências físicas como as mentais, pela Diéssica

As condições da nossa escola, apresentado pela Joana

Percurso de obstáculos realizado pelo Diogo, com um voluntário do público: Luís Martins, 11º2

Comparação do percurso de obstáculos com percursos reais, feito pela Rute

Visita às "Descobertas" - momentos para recordar!

Chegada à Instituição!

Pequena (enorme) entrevista ao Dr. Carlos Vale (agora em video)! Ficam aqui algumas partes!

Depois de uma manhã passada nas Descobertas, chegou a hora de voltar a casa!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Entrevista ao Dr. Carlos Vale - Descobertas

1) Qual a sua função neste colégio?
Neste colégio assumo a função de técnico superior de educação especial e reabilitação. Toda a componente de reabilitação postural e não, mental também, é feita e sou responsável por toda essa área, desde a parte aquática à terrestre e a esta sala, de Snozelen.
2) Quais as actividades que realiza nas suas aulas?
Nós temos uma área de intervenção muito grande, desde o Snozelen que é uma sala de estimulação sensorial, onde nós trabalhos todos os sentidos, menos o gustativo. O Olfactivo, táctil, auditivo, visual, gustativo é obvio que não vamos trazer para aqui comida, mas trazemos o cheiro da comida e isso é muito importante. Depois temos a outra componente: a componente terapêutica que é a psiconeutricidade: onde desenvolve treino de marcha, naturalidade, noção de corpo, cores, formas, tudo isso que os ajuda a ter uma maior autonomia. Passando para a piscina, na piscina temos vários tipos de trabalho desde: hidroginástica, que é a manutenção para os mais velhos, para eles não perderem as amplitudes articulares, natação pura e adaptação ao meio aquático. Há miúdos que têm medo de água e vão-se adaptando.Queremos muteroterapeutico, para que eles se adaptem ao meio aquático e a partir daí consigam conviver em meio aquático. É um meio super favorável, onde os super obesos (que nós também temos) ficam muito mais leves, têm muito mais predisposição para andar e para fazer actividades. Na hidroginástica não fazemos competição, é óbvio, mas é uma manutenção geral.Natação pura, fazemos competição. Nesta instituição temos o campeão nacional de 50 e 100 metros livres, bicampeão de costas e croll também, e para além de todos os outros miúdos que fazem, mas eles a nível nacional também são bons atletas. Existe uma componente muito especial que é o Special Olimpic que é, para quem não conhece e, é normal que não conheçam, é o paralelo aos paraolímpicos. O que é que isso quer dizer? Os paraolimpicos é para deficientes motores, o Special Olimpic é uma actividade para mentais, tem de se ter sempre uma deficiência mental mais qualquer uma das outras, ok? Multideficiência. Isto é uma competição a nível mundial, nós já participámos aqui no campeonato do Mundo em Xangai, campeonato da Europa em Roma, vamos participar este ano, em Setembro, no campeonato mundial na Polónia. Eu sou o responsável, a nível nacional, pelo atletismo. Todos os miúdos de competição a nível nacional são responsabilidade minha, até ao fim deste mês tenho que escolher 7 atletas para ir ao campeonato da Europa e estamos já a programar o campeonato, para o ano, que é na Grécia… se a Grécia não falir. E é as actividades que nós temos cá. Estamos a tentar desenvolver, também, um projecto de hipoterapia, com cavalos.
3) Que consequências têm as suas aulas nas crianças com quem trabalha?
A nível, sobretudo do bem estar, saúde e bem-estar, autonomia, o prazer de estar, o prazer de relaxar, o prazer de voltar a andar, o prazer de fazer uma actividade que eles gostam. São crianças que tem uma vida muito sedentária, cadeira de rodas, para aqui e para ali, quase nunca se mexem, quase nunca são estimuladas. Nós tentamos que, aqui, eles tenham o maior número de estímulos possíveis, não só nas minhas actividades, mas também nas actividades de exterior, no barro, olaria, têxteis, artes, tudo o que envolve o toque, o mexerem com materiais diferentes, o estimular a mente deles, porque eles são passivos: quanto mais tempo estiverem parados, mais comem e mais engordam e nós não queremos isso, nós queremos o bem-estar deles. Muito nesta área, trabalha-se o bem-estar, porque é o mais importante: já que eles não conseguem andar, não conseguem falar, vamos-lhes dar o maior número de horas possíveis de bem-estar e autonomia é claro.

4) Qual a sua ligação com quem trabalha?

Eu tento a criar, porque nós não podemos ser só o terapeuta, a pessoa que os trás para uma actividade, nós temos que ser mais do que isso. Nós temos que saber falar com eles, temos que, às vezes, ser o pai e a mãe que não estão presentes, e que têm de ser aqui, e com os mais autónomos, que têm maior poder de decisão nas suas actividades, eles têm de recorrer à pessoa mais velha, ou ao professor, ou ao terapeuta ou ao auxiliar para os ajudar nessas coisas, não nos podemos limitar à nossa função temos que ser um bocadinho de tudo, porque eles precisam disso, eles precisam de sentir essa segurança, também os termos em segurança, a nível sexual, a nível de comportamento: autoagressivos, heteroagressivos, temos também adultos que batem noutros adultos, nós temos que ter uma ligação muito forte e que é criada, por exemplo, aqui dentro, onde eles recorrem a nós: então se ele nos faz bem, porque que nós vamos fazer mal? Eles pensam assim e o pensamento deles às vezes é muito limitativo ou não, então as vezes baseiam-se em “ se eu lhe faço bem, ele não me vai fazer mal”. É essa relação que nos temos de trabalhar com eles.

5) Há algum caso particular que necessite mais da sua atenção?
Todos eles precisam de muito apoio, só que há casos e casos e cada caso é um caso. São miúdos com patologias muito diferentes. Claro que há aqueles casos que nós não podemos dizer que gostamos mais ou que gostamos menos, mas que precisam mais, por exemplo, o rapaz que nós vamos ter agora, o Diogo, tem 17 anos e é autoagressivo. É uma criança que tem, quase sempre, de estar... não é presa, mas é preferível estar seguro do que se estar a bater. E é uma pessoa que precisa de muito mais estímulo. Ele aqui (sala de Snozelen) está solto, tem que estar sempre agarrado a mim, é óbvio ele dá as próprias mãos, é uma criança que precisa de muito mais carinho. Ele perdeu a mãe, perdeu a madrasta, (ambas faleceram), o pai é uma pessoa com poucos estudos, poucas verbas, e então damos-lhe uma atenção especial, pelo menos eu falo por mim. Temos que lhe dar um bocadinho mais do que aquilo que damos... damos sempre o melhor a todos, mas há sempre aquele que nos marca mais, que precisa de mais. Mas também nós temos uma equipa de técnicos, que nos reunimos todas as segunda feiras à tarde para estudar os casos. Fazemos estudos de casos e vemos as prioridades. Há alunos que tem mais prioridade em relação aos outros dadas as patologias. Uma criança de 8 anos que precisa de andar e uma criança de 18 que precisa de andar, a de 8 tem prioridade porque a nível prospectivo, está muito mais capaz de aprender porque ainda está no tempo de aprender do que a de 18. Então tudo isso, em reunião de equipa, nós decidimos o que fazer com cada caso.
6) Quais são/foram as dificuldades que encontrou no seu trabalho?
Isto não é um trabalho fácil. A nível psicológico é um trabalho muito difícil muitas das vezes, e depois somos instituições que dependemos do estado, da segurança social, da santa casa da misericórdia … em que lembram-se deles até (…) vou vos explicar: até aos 18 anos o Ministério da Educação dá uma verba, dos 18 aos 24 a segurança social dá outro tipo de verba, a partir dos 24 se a instituição não estiver de acordo de CAO, que é um acordo de centro de actividades ocupacionais, esquecem-se que eles têm deficiência e não comparticipam com mais nada, estão a perceber? É muito mau, porque as instituições estão sempre no limite, nós vivemos deles, eles vivem de nós, e se não tivermos condições para lhes dar, eles também não estão cá. Então é sempre uma luta de conseguirmos arranjar patrocínios, conseguirmos arranjar donativos, porque agora conseguimos o estatuto de IDSS, já podemos receber donativos. E há uma coisa muito importante, que nós dizemos a toda a gente: No IRS, que as pessoas põem, por exemplo, há lá uma cláusula, que os vossos pais podem marcar, que há uma verba que vai para o estado, e em vez de ir para o estado, pode ir para uma instituição, em vez de o estado ficar com esse dinheiro (porque vai sempre ficar), pode ir para uma instituição, é só meter lá uma cruz e dizer que é para esta instituição. É um acto tão simples, que não prejudica as pessoas que fazem o IRS, porque em vez de ir para o estado vai para uma instituição, e, para nós, todos esses bocadinhos, sejam 10 euros, 20 euros, a nós faz-nos muito falta, porque nós temos de investir, só nesta sala estão 80 mil euros, não parece mas estão, nesta sala, só em material. E eles precisam deste tipo de aulas, deste tipo de ajuda, nós estamos sempre na “corda-bamba”. Agora podemos ter 80 alunos, depois um pode falecer, pode ir para outra instituição, e nós andamos sempre nisto. É o problema de falta de recursos, porque eles precisam. Então andamos sempre assim, este mês é um bocadinho para esta área, no próximo é para outra e andamos sempre assim. Não é fácil. Não há instituições ricas, há instituições no limite. E o estado só se lembra dos campos de futebol, dos Europeus, e os milhões que gasta noutros lados que podia investir nas instituições que precisam.
7) Ouvimos falar na sala de Snozelen. Pode explicar-nos para que serve essa sala?
Como eu já tinha dito, esta sala é uma sala de estimulação sensorial, mas nós damos-lhe mais uma função: eu dou-vos um exemplo, isto surgiu na Holanda, por dois terapeutas, que tinham miúdos com deficiência mental que estavam sempre na sala, faziam pouca coisa e, um dia decidiram levá-los a uma discoteca. Todos estes estímulos, visuais e prospectivos, activaram alguma coisa nos miúdos, então eles inventaram esta sala: 2 tipos de sala. Agora há 3 tipos de sala: uma sala branca, onde a noção de espaço é maior e a calma é maior (porque é branco), com tudo o que é material estratoscópio, feixos de luz, intensidade de luz, usando senutos, como este switch. Os miúdos (nos switch) podem não mexer com a mão, podem mexer com o pé (demonstração). Se vocês repararem, isto está ali (tubo grande) a mudar as cores. Podemos trabalhar vários contextos: ritmo, cor e stop, ou seja, não há bolhas. Todo este tipo de material serve para estimular. Temos fibra óptica, funciona muito bem porque é um feixe de luz intensa, vai mudando de cor, e que eles podem morder, pisar, saltar, não fura. Temos o tapete Via Lácta, que é a transição para a sala negra. E o que é que acontece nessa sala? Preto é noite, sensação de frio, de maior medo! Há miúdos que são agredidos em casa, há miúdos que passam fome, e refugiam-se aqui ao lado (sala negra) e o meu objectivo é fazer a transição do lado negro para o lado branco.
Naquele lado também se trabalhar muito bem, trabalhamos com luz negra, tudo o que é brancos, tudo o que é sticks luminosos e fluroscentes funcionam naquele lado. Então, estumulação sensorial, mas depois temos outro nível de trabalho qui dentro, que é a mobilização de articulações. Os mais pequenos, para além de serem estimulados, fazemos mobilização articular, que é eles não perderem as amplitudes articulares, que é estes movimentos (dobra a perna).
Eles estão o dia todo assim (perna dobrada) na cadeira de rodas ou no colchão. Isto vai calcificando, o tendão vai encurtado, então nós temos de trabalhar é o alongamento. E o relaxamento do músculo. Com massagem, etc. Por exemplo, neste momento estou a fazer uma especialização de massagem de recuperação e drenagem linfática para trabalhar muito com eles e esse trabalho é todo feito aqui. Este colchão de água, que agora não está, é aquecido até 32ºC, nós temos um regulador de temperatura. É muito bom para eles e então fazemos esse trabalho de estimulação sensorial e mobilização articular, relaxamento, muito à base do relaxamento activo que nós provocamos o toque, ou o passivo, nós damos o som, baixamos a intensidade dos estímulos e há um relaxamento. Aqui nunca se trabalha com mais de 3 estímulos ao menos tempo, é como o GPS, funcionamos com 3 satélites para dar um ponto. 3 estímulos: o auditivo, sempre ou quase sempre; um visual e nós, ou trocamos , estamos sempre a trocar, o quit de aromoterapia, música e eu. Eu funciono sempre como um estímulo. Porquê? Porque eu mostro objectos, temos vários tipos de bolas, bolas duras, moles, balões...
Trabalhamos com balões, trabalhamos com luvas de banho, aquele toque na face, etc. Esses dois tipos de trabalhos são feitos aqui.
8) Qual a sua opinião sobre a ajuda que o governo fornece/não fornece a deficientes?

As pessoas portadoras de deficiência têm direito a qualidade de vida! Ok? O estado de vez em quando esquece-se disso! (Uhhh, atenção onde é que vocês vão mostrar isto.)

Nós tivemos uma grande guerra com eles há quatro anos atrás, todas as instituições a nível do país, porque eles queriam-nos dar um auxiliar por cada dez meninos! Vocês estão a imaginar o que é que é depois de almoço, mudar fraldas, uma pessoa a dez... cadeiras de rodas, por exemplo, demora para aí duas horas. Não é possível trabalhar assim! E então, nós agarramos nos nossos meninos matulões e levámos lá para, .. para onde eles se reúnem .. na assembleia da república, e eles assustaram-se claro! E as coisas estão tremidas nesse aspecto, porque eles querem fazer inclusão nas escolas ...
Imaginem o que é que é, eu levar um Pedro Cabrito (que tu, Pedro, transportas-te cá para dentro), para uma escola ... Em vez de terem uma sala com quinze pessoas ditas normais e uma pessoa com deficiência, passavam a ter cinco miúdos com deficiência e dez pessoas ditas normais. Não se conseguia trabalhar, isso são sonhos hipotéticos, não dá! Tem que haver instituições especializadas e viradas só para eles, e o estado nesse aspecto falha um bocadinho, porque, como eu disse, so pensa nos campos de futebole .. e no que à partida lhes dá dinheiro, mas não lhés dá dinheiro nenhum.. E pronto é assim! As pessoas portadoras de deficiência para o estado, não lhes dá dinheiro e o que não dá dinheiro é para esquecer.. e não pode ser assim! Cada um de nós tem de ter um papel importante aqui!


9) Os resultados obtidos pelos deficientes em desportos (Special Olimpic) são muito diferentes em comparação com os obtidos por pessoas sem deficiência?

Eu dou-vos um exemplo .. nós em 2008 tivemos o campeonato do mundo e mShangai, levámos vinte e dois atletas, trouxemos dezoito medalhas, dez de ouro.. E posso levar na minha área, é uma coisa que de certeza não ´vou voltar a repetir, porque é, eu levei 4 atletas, trouxe 4 medalhas de outro. Isso fala-se.. fala-se uma semana antes de irmos, uma semana depois de virmos e depois os nossos atletas são esquecidos durante 4 anos. Depois quando voltamos outra vez ao campeonato do mundo, durante uma semana andamos nos jornais e revistas. E isso é tudo muito bonito e.. e dá dinheiro aparecer na televisão. Nós precismos por causa dos patrocínios, mas comparem com os ditos normais, que trazem uma medalha, duas.. e nós trazemos 18. Todos os atletas que foram, vieram medalhados! Porque foram 22, mas uma é quipa de futebol, futebol são 10. Trouxemos 18, 10 de ouro! Acho que não há termo de compração possível por isso, eles por vezes superam, tudo o que os ditos normais não fazem!

10) Para finalizar. Acha que os deficientes são postos de lado pela nossa sociedade? Explique-nos o seu ponto de vista.

Ahhh, ainda! Ainda! Porque não é fácil como pai, levar uma criança em cadeira de rodas para um Shopping, ainda não é fácil! Ainda não é fácil ir ao cinema, um simples ir ao cinema! Nós por vezes proporcionamos isso aos nossos miúdos, mas o que é que fazem? O cinema fecha só para nós! Porquê? São muitas cadeiras de rodas! Têm de ficar naquele átrio, não se podem sentar, não há condições a esse nível... uma crianaça para ia à praia, é complicado!! É complicado uma criança auto-agressiva ou hetero-agressiva estar no meio da sociedade, é complicado! Os pais sõa criticados, as pessoas riem-se, ainda há esse complexo, mas essas crianças ou adultos têm o direito a viver essas coisas, a ir ao cinema, a ir ao Mc' Donalds, a ir a um museu, a ir a qualquer sítio! Por vezes não há condições para isso.. Nós tivemos uma reunião de intercentros, que ´r vária instituições, e nós estamos a pensar, se nós colocássemos todos estes miúdos, por exemplo , a andar de transportes públicos, nós entupíamos a cidade, porque o tempo que demora, um autocarro da carris a meter 40 cadeiras de rodas lá dentro... eu saí-a daqui, eu tenho 40 cadeiras de rodas, eu entupia os autocarros todos desta zona! Não há viabilidade! Não há acessibilidade! Vocês vêem, querem estacionar.. querem andar no meio de Lisboa, a visitar a parte norte de Lisboa, as cadeiras de rodas não conseguem andar no passeio, há carros estacionados, têm de andar na estrada... Andamos na estrada, levamos buzinadelas! Ainda há muito preonceito! Só quem está dentro da área.. por exemplo o meu irmão (Diogo Vale), já convice com esta situação, com esta vivência há cinco anos, está muito à vontade já.. vocês não.. vocês vão-se escandalizar com algumas situações, é normal! Só quem vive cá no meio é que tem noção do que eles precisam e do que lhes podemos dar. Nós estamos sempre a tentar dar coisas novas... Pá como é que é possivel, um miúdo com cadeira de rodas, que não mexe as pernas fazer um slide? Faz! Fazer uma escalada? Faz! Saltar de pára-quedas? Faz! Eles têm direito a fazer tudo o que os outros fazem, é preciso é dar condições para isso. Eu dou-bos um exemplo muito simples: eu tive uma atleta com 18 anos que foi para Shangai, é campeã mundial de 200 metros e levei-a à Pizza Hut, claro foos almõçar e ela diz: " Oh professor é a primeira vez que eu estou a ir a uma pizzaria! ", com 18 anos, uma miúda fisicamente normal, deficiência mental, só aqui dentro (apota para a cabeça)! Para vocês verem o grau, temos miúdos que a primeira vez que foram a um cinema foi connosco, a primeira vez que foram a um jardim, foi connosco. A primeira vez que saíra, de casa e da instituição, foi connosco! E eles precisam dessas coisas. É preciso de vez em quando, por exemplo, vocês agarrarem na vossa turma toda e fazerem um voliuntariado, numa dia e passarem o dia numa instituição, e nesse dia nós programamos uma saída espectacular.. Eles? Vão recordar isso para a vida toda.. Vocês podem não recordar, de certeza absoluta! Ir a uma quinta pedagógica com eles, vão mexer nos animais, onde vão fazer pão, onde vão fazer, pão com chouriço, onde vão fazer compota de morango. Nós proporcionamos uma visita de estudo dessas por anos, e duas colónias de férias... nós vamos ter uma colínia de férias agora a Serra da Estrela e, é obvio que não conseguimos para todos, é impossível, mas vmaos seleccionando todos os anos um grupo de miúdos diferente. Serra da Estrela, colónia de Inverno, Sesimbra, colónia de Vrão, porque eles precisam, eles têm de ter contacto com a neve ou com a praia, ou com o sol, ou com a chuva, eles precisam dessas coisas. Nós, o nosso papel é dar o maior número de estimulos e actividades possíveis fora de, casa e da instituição. Eles têm de ver o que se passa lá fora, nem que seja só pelo olhar ou só com o cheiro, ou só com o tacto, que é o que cada um deles, às vezes, só tem. Por isso vocês dêem muito valor a serem como são porque eles não sendo assim, também têm o direito de ser felizes.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Algumas notícias - Menina deficiente violada e filmada

Ana, nome fictício, tem 12 anos. Abandonada pelo pai quando ainda era bebé, vivia apenas com a mãe, que apresenta algumas deficiências cognitivas. Também Ana revela um atraso no desenvolvimento, embora frequentasse a escola C+S de uma freguesia periférica de Águeda. Há poucos dias, Ana foi vítima de abuso sexual por parte de um homem de 26 anos. Os actos sexuais foram gravados por outros dois rapazes – que têm 17 e 19 anos e que fizeram circular o vídeo da violação pela escola que a menor frequentava. A gravação foi passando de telemóvel em telemóvel, tornando a situação conhecida de todos.



Algumas notícias - Cinco homens abusam de menina deficiente

O primeiro abuso sexual aconteceu numa data não apurada pelo tribunal, quando um trabalhador de construção civil, com 24 anos, se aproximou da criança e lhe deu um beijo na boca. Este primeiro contacto foi o rastilho para os restantes crimes.
Nesse mesmo dia, alguns minutos após esse primeiro acto, a menor foi ameaçada pelo arguido, de 44 anos, dizendo que se não mantivesse relações sexuais iria contar ao seu pai que tinha beijado o outro arguido.
A menor ainda procurou fugir daquele local, mas foi agarrada e levada para um local isolado onde foi abusada sexualmente. No total, este arguido foi condenado por praticar aproximadamente 20 relações sexuais com a menor, tendo levado a cabo os actos sexuais no interior de uma casa abandonada, ainda em construção e numa zona próxima do acesso a uma praia.
Os restantes arguidos deste processo praticaram, em momentos distintos, dezenas de abusos sexuais em zonas isoladas ou numa habitação em construção. Os agressores ofereciam cigarros e dinheiro à menor e também a coagiam, ameaçando que contavam tudo ao seu pai.
O acórdão refere que "os arguidos agiram deliberadamente, aproveitando-se do atraso mental e da tenra idade da menor".
Durante 13 meses
Os encontros sexuais prolongaram durante 13 meses, até a situação ter sido denunciada pela professora da menor à Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Vila Franca do Campo e na esquadra da PSP. A investigação dos crimes foi efectuada pela Polícia Judiciária, que recolheu vestígios biológicos nos locais onde se concretizaram os abusos sexuais, efectuou reconhecimentos pessoais e recolheu saliva aos arguidos deste processo.



domingo, 9 de maio de 2010

As condições da nossa Escola - qualidades e defeitos

Rampas
Balcões altos
Telefones altos
Casas de banho não adaptadas
Portas estreitas
Degraus

Algumas paralisias

Paraplegia - Perda total das funções motoras dos membros inferiores.

Monoparesia - Perda parcial das funções de um só membro (inferior ou superior).

Tetraparesia - Perda parcial das funções dos membros inferiores e superiores.

Adaptado: http://pt.wikipedia.org/wiki/Paralisia_cerebral

Oligofrenia

A oligofernia designa o grupo de casos onde há um défice de inteligência que se divide em três subgrupos:


Grave: Grau máximo de oligofrenia onde os indivíduos possuem dificuldades na fala e aprendizagem.
Moderada: Possuem dificuldades de aprendizagem mas aprendem a falar sem complicações.
Leve: Possuem inteligência inferior à média, porém são capazes de socializar com outras pessoas.


Causas:
- Pré-natais/Genéticas: São comuns na consanguinidade e são devidas a factores tóxicos, traumas, problemas nutricionais, etc.
- Durante o parto: Estão associadas à demora que pode haver durante o parto.
Pós-natais: Factores tóxicos, traumas, etc.