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terça-feira, 23 de março de 2010
sexta-feira, 19 de março de 2010
As Descobertas - onde alguém se preocupa realmente
"As Descobertas" é uma instituição para pessoas portadoras de deficiências mentais, onde trabalham auxiliares e pessoas especializadas que os ajudam e acima de tudo não os discriminam!
Tivemos o privilégio de, durante uma manha, falarmos com um especialista nesta matéria. O Dr. Carlos Vale, ajudou-nos (principalmente através de uma entrevista) a percebermos, com algum pormenor, como ajudar estas pessoas e do que elas precisam. Além disso explicou-nos como está o nosso país em termos de exclusão/inclusão social.
Conseguimos concluir com grande precisão, que no nosso país, basicamente, só existe exclusão! Sendo a inclusão social mínima.
"O Estado queria incluir deficientes mentais em escolas públicas e não especializadas para ajudar estas pessoas."
Perguntámos nós: Como é isso possível?
A resposta foi clara: Não é possível.
Como é óbvio, esta instituição não foi indiferente a esta medida e REAGIU. Perguntámos nós: Que reacção foi essa?
A resposta foi simples: "Pegámos nos nossos miúdos matulões e levamos esses miúdos à Assembleia da República!
Alguém imagina a cara dos deputados? Nós não, mas deduzimos que tenha sido de grande espanto!
É obvio que não era possível a inclusão destas pessoas em escolas, não é que sejam diferentes dos outros, mas não iam ter o mesmo apoio e estimulação que têm em instituições como as Descobertas.
Também ficámos bastante admirados quando nos explicaram a prestação das pessoas portadoras de deficiências mentais no special olympic. Trata-se, para quem não sabe, do paralelo aos paraolimpicos: " De 22 miúdos que levei, trouxemos 18 medalhas, sendo 10 de ouro." É, portanto, obvio que não existem comparação com os atletos ditos normais! O que nós sabemos, quanto a isto, é que é apenas mais um motivo para a inclusão social existir. Isto porque, tal como disse o Dr. Carlos: " Só se lembram deles quando é para aparecerem nos jornais, e é uma semana antes e uma semana depois das competições, porque é bonito."
Em relação à instituição sabemos que têm diversas actividades estimulantes para estas pessoas, tais como: olaria, artes plásticas, piscina, desportos colectivos, ginásio, sala de snozelen, entre muitas outras. A mais importante é, sem dúvida, a sala de snozelen. Esta sala serve para estimular os sentidos: "O olfactivo, táctil, auditivo, visual, gostativo. É obvio que não trazemos para cá a comida, mas sim o cheiro da comida.. o que é muito importante." e têm uma componente terepêutica, onde se estimula movimentos.
Nesta sala, miúdos autoagressivos, sentem-se mais calmos. Crianças que não reagem a quase nada, começam aos poucos a reagir a pequenos sons, luzes, etc.
Esta saída de campo ajudou-nos, em muito, tanto a pensar na vida destas pessoas como, obviamente, a realizar o nosso projecto.
Todo a exclusão e falta de preocupação se caracteriza num ponto " O que não dá dinheiro ao Estado, não interessa ".
Tivemos o privilégio de, durante uma manha, falarmos com um especialista nesta matéria. O Dr. Carlos Vale, ajudou-nos (principalmente através de uma entrevista) a percebermos, com algum pormenor, como ajudar estas pessoas e do que elas precisam. Além disso explicou-nos como está o nosso país em termos de exclusão/inclusão social.
Conseguimos concluir com grande precisão, que no nosso país, basicamente, só existe exclusão! Sendo a inclusão social mínima.
"O Estado queria incluir deficientes mentais em escolas públicas e não especializadas para ajudar estas pessoas."
Perguntámos nós: Como é isso possível?
A resposta foi clara: Não é possível.
Como é óbvio, esta instituição não foi indiferente a esta medida e REAGIU. Perguntámos nós: Que reacção foi essa?
A resposta foi simples: "Pegámos nos nossos miúdos matulões e levamos esses miúdos à Assembleia da República!
Alguém imagina a cara dos deputados? Nós não, mas deduzimos que tenha sido de grande espanto!
É obvio que não era possível a inclusão destas pessoas em escolas, não é que sejam diferentes dos outros, mas não iam ter o mesmo apoio e estimulação que têm em instituições como as Descobertas.
Também ficámos bastante admirados quando nos explicaram a prestação das pessoas portadoras de deficiências mentais no special olympic. Trata-se, para quem não sabe, do paralelo aos paraolimpicos: " De 22 miúdos que levei, trouxemos 18 medalhas, sendo 10 de ouro." É, portanto, obvio que não existem comparação com os atletos ditos normais! O que nós sabemos, quanto a isto, é que é apenas mais um motivo para a inclusão social existir. Isto porque, tal como disse o Dr. Carlos: " Só se lembram deles quando é para aparecerem nos jornais, e é uma semana antes e uma semana depois das competições, porque é bonito."
Em relação à instituição sabemos que têm diversas actividades estimulantes para estas pessoas, tais como: olaria, artes plásticas, piscina, desportos colectivos, ginásio, sala de snozelen, entre muitas outras. A mais importante é, sem dúvida, a sala de snozelen. Esta sala serve para estimular os sentidos: "O olfactivo, táctil, auditivo, visual, gostativo. É obvio que não trazemos para cá a comida, mas sim o cheiro da comida.. o que é muito importante." e têm uma componente terepêutica, onde se estimula movimentos.
Nesta sala, miúdos autoagressivos, sentem-se mais calmos. Crianças que não reagem a quase nada, começam aos poucos a reagir a pequenos sons, luzes, etc.
Esta saída de campo ajudou-nos, em muito, tanto a pensar na vida destas pessoas como, obviamente, a realizar o nosso projecto.
Todo a exclusão e falta de preocupação se caracteriza num ponto " O que não dá dinheiro ao Estado, não interessa ".
quarta-feira, 17 de março de 2010
STOP , já é hora!

Diz STOP à exclusão!
Pessoas portadoras de deficiência, tanto físicas como mentais, são (injustamente) excluídas da sociedade, directamente ou indirectamente por políticos e cidadãos em geral!
A nossa pergunta mantêm-se: Por terem uma paralisia cerebral e/ou terem dificuldades motoras, deixam de ser iguais a qualquer outra pessoa?
Nós achamos que não! E é este o objectivo do nosso trabalho: dar a conhecer algumas deficiências e os problemas de exclusão social, que em pleno século XXI, ainda existem!
Andamos, neste século, a debater temas "tabus" como o casamentos homossexuais e a exclusão social de quais são vitimas! Não lhes tiramos a importância, mas onde fica a esperança para estas pessoas? Parece-me que quase ninguém se lembra destes problemas! Quantas pessoas em cadeira de rodas ficaram paradas no meio de uma passadeira por falta de ajuda de pessoas que iam a passar? Quantas pessoas precisam de ajuda para entrar em casa, em centros comerciais, em correios, em hospitais, por falta de rampas? Quantas pessoas são ignoradas por terem uma deficiência mental?
Está na hora de o mundo parar e pensar no que anda a fazer contra pessoas IGUAIS.
Está na hora de sermos HOMENS (com "h grande") e sermos JUSTOS! Já chega de ignorarmos problemas que passam ao nosso lado todos os dias!
Pessoas portadoras de deficiência, tanto físicas como mentais, são (injustamente) excluídas da sociedade, directamente ou indirectamente por políticos e cidadãos em geral!A nossa pergunta mantêm-se: Por terem uma paralisia cerebral e/ou terem dificuldades motoras, deixam de ser iguais a qualquer outra pessoa?
Nós achamos que não! E é este o objectivo do nosso trabalho: dar a conhecer algumas deficiências e os problemas de exclusão social, que em pleno século XXI, ainda existem!
Andamos, neste século, a debater temas "tabus" como o casamentos homossexuais e a exclusão social de quais são vitimas! Não lhes tiramos a importância, mas onde fica a esperança para estas pessoas? Parece-me que quase ninguém se lembra destes problemas! Quantas pessoas em cadeira de rodas ficaram paradas no meio de uma passadeira por falta de ajuda de pessoas que iam a passar? Quantas pessoas precisam de ajuda para entrar em casa, em centros comerciais, em correios, em hospitais, por falta de rampas? Quantas pessoas são ignoradas por terem uma deficiência mental?
Está na hora de o mundo parar e pensar no que anda a fazer contra pessoas IGUAIS.
Está na hora de sermos HOMENS (com "h grande") e sermos JUSTOS! Já chega de ignorarmos problemas que passam ao nosso lado todos os dias!
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